12 abril, 2010

Quanto tempo dura o tempo?


Esperei o tempo e ele não veio. Quanto tempo dura o tempo? Quanto tempo dura a razão? E se chega o desespero? O elevador subiu e desceu quantas vezes hoje? Quantos fios de esperança contaram? Nenhum. Isso é mau, disse ele.

Depois quando se abriu a janela o vento uivou de raiva. Ela escondeu-se com a vergonha….enorme, majestosa…grotesca. Quantos segundos têm o tempo? Demais. Ficou naquele lugar encolhida e ninguém a conseguia ver. A água correu pela calçada. Foi assim que a encontraram. Os olhos eram o mar dentro do tempo que não se compreendia.


 






textos secretos de Alice (Séc. XXI)

07 abril, 2010

Let yourself feel

let yourself feel. from Esteban Diácono on Vimeo.

Let Yourself Feel

There is nothing in a catterpillar that tellls you it´s going to be a butterfly
 

Do not Break the Silence

 

You need chaos in your soul to give birth to a Star



Remember Quiet Nights

 

Burn down Your Bridges




Think outside the Box

Let Yourself Feel

 

Olá


Vinha não sei de onde
E encontrei-te.
Não olhavas para o horizonte.
Bebias o chão.
Da terra, dizias...
Da terra tudo emerge.

Não te disse nada.
Quanto mais choravas
Mais o vento te levava para longe.

Olhei em frente.
Surpreendi-me.
Tinham roubado o céu.

Desataste a rir.

Foi quando te disse olá.


 






textos secretos de Alice (Séc. XXI)

06 abril, 2010

Persistência


A nossa vida é uma teia de mil fios. 
Intercruzam-se....crescem...acabam...renascem!

Alice, em viagem interna

O dominio da razão



A Caixa e a Chave ......................Não faço ideia o que são!


David Lynch
Em busca do grande peixe

Estar atento

 
"A partir do momento em que estamos atentos a tudo, andamos por um caminho naturalmente desconhecido, à medida que caminhamos descobrimos tudo de novo e de novo deixamos tudo para trás".
Manuel Zimbro

04 abril, 2010

El árbol rojo

03 abril, 2010

Quem És Tu, de Novo


Quem És Tu, de Novo

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
Quem és tu, na imensidão do deslumbre?

As redes são passageiras, as arquitecturas da fuga
De toda a água que corre, de todo o vento que passa
Quando uma teia se rasga ergo à lua a minha taça
E vejo nascer no espelho mais uma ruga

Quando o tecto se escancara e se confunde com a lua
A apontar-me o caminho melhor do que qualquer estrela
Ninguém me faz duvidar que foste sempre a mais bela
Por favor, diz-me que és alguém, de novo?

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo? 

Jorge Palma

02 abril, 2010

Helena


Era um dia como outro qualquer…mas algo aconteceu de diferente. Helena não se levantou da cama. Perdera a vontade de existir. Perdera a vontade de se olhar ao espelho e se achar bonita. Perdera-se.
Não havia uma razão específica. Era uma espécie de vazio súbito.

textos secretos de Alice (Séc. XXI)